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12 julho, 2019


Bullying: como identificar e prevenir!

O bullying é uma prática que sempre existiu de forma silenciosa em escolas e em outros ambientes sociais. No Brasil, desde o fato ocorrido no Rio de Janeiro em 2011, em uma escola da rede pública, quando um ex-aluno ingressou em suas dependências armado, e causou a morte de doze estudantes, se matando em seguida, o tema passou a ser mais debatido.



Embora não aconteça somente nas escolas, é lá que se verifica com mais frequência.

É necessário que os pais saibam o que é e como identificar a sua prática, para agir rapidamente, com o fim de evitar consequências mais graves.

O bullying corresponde a um ato de violência física ou psicológica. Deve ser intencional e repetitivo. Geralmente ocorre sem motivação evidente e as vítimas preferidas são pessoas que de alguma forma são diferentes do grupo predominante, e por conta disso vulneráveis. O objetivo é intimar ou agredir, gerando desequilíbrio entre as partes envolvidas.

Trata-se de uma forma grave de opressão e de submissão de uma pessoa por outra, condenável tanto do ponto de vista religioso, como jurídico.

As espécies de bullying são as mais variadas possíveis. Abrangem a forma verbal, moral, sexual, social, psicológica, física e material. Mas a forma virtual tem sido muito utilizada e produz danos e consequências de grande proporção, por conta da disseminação do conteúdo, que é rápida e muito abrangente.

Muitas vezes os filhos não contam aos pais o que estão passando, seja por vergonha, receio ou ainda por tentar evitar demonstrar fraqueza. Sendo assim, os pais devem ficar atentos com alguns sinais que podem identificar o problema.

Baixa autoestima, dificuldade de relacionamento social e no desenvolvimento escolar, evasão escolar, alterações de humor, apatia, perturbações do sono, perda de memória, reações físicas (vômito, desmaio), fobia escolar, dentre outros, não podem ser desconsiderados.

Caso haja dúvida, é importante que os pais procurem a escola para relatar o problema. A escola deve tomar providências e não minimizar a situação. Uma das saídas possíveis é realizar uma mediação entre as partes, para solucionar a questão.

Se houver qualquer dificuldade ou se a escola se recusar em tomar alguma providência, deve ser procurado advogado que poderá intervir nessa questão.

Medidas cíveis e até mesmo criminais podem ser tomadas, em face da escola e dos pais do aluno que pratica bullying.

As consequências são muito graves e a prática do bullying não pode ser tolerada como algo normal, que grande parte dos alunos já experimentou em algum momento de sua formação escolar.

Deve existir prevenção, diálogo e, se necessário, intervenção jurídica para que consequência mais graves não ocorram.

Se você é pai ou mãe, fique atento.


*Por Daniela Polidoro e Edson Knippel

Daniela Polidoro Knippel é advogada na área cível e especialista em Direito.

Edson Luz Knippel é advogado na área criminal. É Doutor, Mestre e Graduado em Direito pela PUC/SP. É Professor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Colaboração: Assessoria
Imagem: Internet

Até a próxima!
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13 fevereiro, 2019


Bilinguismo nas escolas brasileiras: quais as principais dúvidas entre os pais?

Proporcionar uma educação de qualidade, e consequentemente, escolher uma boa escola, é uma das prioridades dos pais quando pensam sobre o futuro de seus filhos. Neste contexto, a educação bilíngue assume importância no processo de decisão já que o inglês, inquestionavelmente, tornou-se essencial pelas perspectivas culturais que proporciona e requisito para o sucesso no mercado de trabalho. Este cenário contribuiu para a ascensão do bilinguismo e as escolas bilíngues têm ganhado cada vez mais espaço no mercado educacional, já que muitos pais optam por matricular seus filhos para começar o processo de aquisição da segunda língua desde cedo.


De acordo com dados de 2018 da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi), nos últimos cinco anos, este mercado expandiu-se a índices entre 6% e 10%. Embora a educação bilíngue cresça, ainda existem diversas dúvidas relacionadas às diferenças entre educação bilíngue e ensino da língua, quem são os professores e as disciplinas aplicadas neste sistema.

Programa Bilíngue X Escola de Inglês

Quando os pais tomam a decisão de matricular seu filho em uma escola bilíngue, umas das primeiras perguntas que surgem é com relação à escola de inglês. Muitos optam em pagar cursos de idiomas em paralelo à escola tradicional. Deste modo, ao matricular a criança em uma instituição bilíngue surge a questão "devo tirar meu filho da escola de inglês?"

Primeiramente, é importante enfatizar que a decisão de manter o filho na instituição bilíngue e na escola de inglês cabe somente aos pais. Mas, para tomar a decisão é necessário entender as diferentes abordagens.

O conteúdo ensinado nos cursos de inglês também será trabalhado na escola bilíngue, onde o aluno não apenas aprenderá a língua, mas desenvolverá outras habilidades e competências. Ou seja, o objetivo do curso de idiomas é desenvolver a competência linguística do aluno dentro de uma hierarquia linguística e gramatical, que enxerga a língua inglesa como uma disciplina a ser estudada e praticada com os alunos. Já em um programa de educação bilíngue, a língua é vista como um meio de instrução dentro de uma educação global para o aluno, que passa por um processo subconsciente de aquisição linguística. É por meio da língua inglesa que o aluno terá contato com conteúdos multidisciplinares, nas áreas de matemática, história, geografia, ciências, artes, entre outros.

Professores bilíngues

Outra questão frequente dos pais está relacionada aos professores que serão responsáveis pela educação bilíngue nas escolas. Esses profissionais não são necessariamente os mesmos do curso regular de inglês, mas devem passar por um processo seletivo realizado pela escola juntamente com o programa bilíngue, que avaliarão o conhecimento linguístico e pedagógico desses profissionais. Sendo assim, os docentes da instituição podem participar do processo, mas não têm nenhuma vantagem sobre os demais profissionais.

Preferencialmente, os professores devem ser graduados em pedagogia ou com licenciatura em letras, além da obrigatória proficiência na língua inglesa. Os docentes graduados em outras áreas serão considerados desde que sejam fluentes no idioma, no entanto, essa questão depende muito da legislação de cada estado.

Após o processo de seleção, os professores devem passar por uma formação teórica e prática, em que estudam os conceitos nos quais o programa está embasado. Após a formação inicial, esses profissionais precisam ser acompanhados semanalmente pela equipe pedagógica do programa bilíngue escolhido pela instituição, para que a metodologia do programa permaneça alinhada a da escola.

Disciplinas regulares

A adoção de um programa de educação bilíngue não altera o trabalho realizado pela escola na língua materna, ou seja, as aulas de todas as disciplinas continuam sendo lecionadas em português pelo professor regente ou especialista e são adicionadas aulas em inglês para prática de conceitos, reforçando o conteúdo aprendido em português. Os alunos de escolas que utilizam um programa bilíngue desenvolvem naturalmente a segunda língua, independente da aptidão linguística, pois as aulas são ministradas por meio de conteúdo interdisciplinar. Além disso, as crianças podem desenvolver outras habilidades como o trabalho em equipe, respeito e colaboração.

Fonte: Assessoria
Imagem: Assessoria

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31 janeiro, 2019


Como os livros infantis podem ajudar na sala de aula?

As obras literárias exercem um papel importante no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. Além de contribuir para a competência leitora e o próprio hábito da leitura, os livros infantis desenvolvem a imaginação e a criatividade, trabalhando também as emoções e os sentimentos. A literatura contribui ainda para as capacidades de expressar, questionar, duvidar e discutir, permitindo a formação de uma criança crítica e reflexiva.



Na sala de aula, o uso da literatura ganha ainda mais destaque. Além dos benefícios já citados, os livros do gênero possibilitam que conteúdos de língua portuguesa, matemática, história, filosofia, sociologia, antropologia, ciências, arte, geografia sejam trabalhados de forma direta ou indireta, ajudando professor e aluno no processo de ensino-aprendizagem. Temas como cidadania, meio ambiente e diversidade cultural, por exemplo, que aparecem com frequência nessas obras, também podem ser explorados em sala de aula, contribuindo para formação de um cidadão ético, tolerante e consciente.

A seguir, veja algumas ideias de como usar esses valiosos recursos em sala.

Objeto disparador. Já pensou em usar um livro para apresentar um novo tema para a turma? Se a proposta é apresentar os meios de transporte, por exemplo, por que não usar um livro que permita conhecê-los e refletir sobre eles? O livro, nesse caso, se torna um objeto disparador, o ponto de partida para o desenvolvimento de conteúdos e atividades relacionados a um tema. Além de enriquecer o trabalho, a adoção de um livro para abordar um assunto favorece a interdisciplinaridade e é ainda mais motivador.

Apoio para lidar com sentimentos e emoções. Você está no período de adaptação e os alunos estão com dificuldade nesse processo? Você nota que alguns alunos estão com dificuldade para lidar com sentimentos, como a raiva ou o medo? Lançar mão de um livro sobre o tema pode ser de grande ajuda nessas situações. Por meio da história, a criança se identifica, consegue compreender seus sentimentos e emoções e aprende a lidar melhor com eles.

Apoio na resolução de conflitos. De repente, a turma começa a se desentender. Brigas, choros ou até situações de bullying começam a acontecer. Nesse momento, convidar a turma para ler um livro que trata do problema que está ocorrendo pode ser uma escolha muito positiva. Com esse recurso, as crianças conseguem se colocar no lugar do próximo, compreendendo melhor o outro e seus sentimentos. O livro abre a possibilidade para o diálogo, o entendimento da situação e a resolução.

Complemento de conteúdo. Você está trabalhando o meio rural e quer mostrar um pouco mais sobre esse ambiente? Está trabalhando os meios de comunicação e nota que os alunos ainda sentem dificuldade em imaginar como eles eram no passado? Os livros infantis podem ser ótimos aliados nessas e em outras situações. Eles podem ajudar no desenvolvimento do conteúdo, mostrando outros lugares, outros tempos e outras formas de pensar ou agir, ampliando o repertório da turma e valorizando a história e a cultura, por exemplo.

Viu só? Os livros infantis podem colaborar muito com suas aulas, fazendo com que elas sejam ainda mais lúdicas e enriquecedoras. Que tal, então, agora, pensar no livro que irá usar nas suas próximas aulas? Desejamos boa sorte e que sua escolha contribua muito com seu trabalho!

Fonte: Blog Carochinha Editora

Imagem: Freepik

Até a próxima!
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28 janeiro, 2017


Trocar de escola pode traumatizar meu filho?

Chega a hora em que você decide trocar seu filho de escola. Seja qual for o motivo, você sente a necessidade de levá-lo para um novo ambiente e ele está angustiado, afinal, as mudanças costumam causar estranhamento, insegurança e medo.
Vamos saber um pouquinho mais de como devemos lidar com essa situação!



 “A criança está habituada ao ambiente escolar. Ela já conhece os professores, a direção da escola e se apegou aos colegas. Tudo será novo e o que é novo realmente pode ser assustador, ao menos no começo. Essa adaptação precisa ser trabalhada, principalmente nas crianças menores, mas os mais velhos também precisam do apoio dos pais”, ensina Katarina Bergami, Pedagoga, Coordenadora Educacional da Faces Bilíngue, escola situada no bairro de Higienópolis, em São Paulo, que há quase 20 anos educa crianças dos 4 meses aos dez anos.

Katarina diz que os pais precisam entender, primeiramente, que a criança precisa de um tempo para se adaptar ao novo e que cortar o vínculo com a escola antiga e as pessoas que lá estão pode ser a pior atitude. “Na Faces, sugerimos aos pais que levarão a criança para outra escola que tragam a criança aqui ao menos uma vez na semana, no primeiro mês, para nos visitar. Isso faz com que ela se desvincule aos poucos e perceba que algo em sua vida mudou. Ela não sentirá tantas saudades e verá que os novos amigos são tão legais quanto os que ela deixou aqui. Percebendo que o ambiente mudou – afinal, ela não estará mais inserida no contexto da escola antiga, não usará mais o uniforme, não fará mais as mesmas atividades, será apenas a visitante – , verá que agora faz parte do atual contexto, da nova escola, e se sentirá parte do novo grupo. É uma transição importante e ela mesma decidirá que não faz mais sentido visitar a escola antiga. Esse vínculo se romperá por ela mesma. Ao contrário, se os pais cortarem o vínculo abruptamente, ela sofrerá, sentindo saudades e desejando voltar à situação anterior tão querida”, aconselha.

Na escola nova, também vale o adulto acompanhar a criança nos primeiros dias, especialmente as menores. “É um erro a escola determinar o tempo que o adulto deve acompanhar a criança na adaptação, até porque cada criança e cada adulto demora mais ou menos para se adaptar ao novo e para confiar na escola. Aqui na Faces, sabemos que na segunda ou terceira semana, os pequeninos já se adaptaram, enquanto os maiorzinhos levam dois ou três dias. Em muitos casos, não é uma questão de idade, mas de personalidade. De qualquer maneira, não determinamos um tempo, deixamos as famílias à vontade”.


Katarina Bergami conta como acontece a adaptação na Faces:

Berçário
Os bebês são recebidos pela Faces a partir dos 4 meses de vida. Em geral, as mães ou avós fazem a adaptação da criança ao berçário. “Temos câmeras no berçário, para que a família acompanhe o bebê o tempo todo”, comenta Katarina. O familiar do bebê pode ficar em período de adaptação o tempo em que achar necessário, acompanhando todos os processos realizados com a criança.


Crianças em idade pré-escolar
Quando a criança é maiorzinha e interage com a sua turma, é normal que fique no colo de seu familiar nos primeiros momentos. A professora e o próprio familiar a estimulam a participar das atividades, sem forçá-la, e ela vai criando coragem e confiança nas pessoas, no ambiente e nas outras crianças, preparando-se para estar ali sem a presença de seu familiar. “Em diversos momentos, ela se afasta do adulto, interage com as outras crianças, as brincadeiras, os objetos e o professor, depois volta ao colo do familiar. Aos poucos, aquela pessoa da família fica cada vez menos necessária na escola e pode deixar a criança. A adaptação é tranquila e sem traumas”.


Crianças em idade escolar
A adaptação é mais rápida nesta idade, mas também varia de criança para criança. “Aos poucos, a criança pede que o adulto não a acompanhe mais. Em geral, em dois ou três dias, essa presença não é mais necessária e há, também, aquelas crianças mais independentes, que se despedem dos pais no primeiro dia, sem que haja qualquer necessidade de adaptação.


A adaptação familiar
Katarina Bergami diz que, muitas vezes, a insegurança é da própria família. “Os pais precisam entender que seus filhos não são incapazes, impotentes. As crianças, mesmo quando não sabem falar, conseguem se comunicar por gestos e sons. Não passarão fome, sede ou sofrerão agressões. Essa adaptação da família é necessária, mas é muito mais psicológica do que prática. É preciso deixar que o processo ocorra naturalmente e confiar em quem cuidará da criança, para que ela também confie na escola”, aconselha.


Sobre a Faces Bilíngue
A Faces Bilíngue é uma escola situada no bairro de Higienópolis, em São Paulo, que atende crianças do berçário (a partir dos 4 meses) ao 5º ano. Com metodologia Sócio-Construtivista, a Faces oferece aos pais o ensino pedagógico pela manhã e atividades eletivas no período da tarde, como informática, inglês, natação, robótica, balé, judô, música, teatro e muitas outras para o desenvolvimento pleno de seus alunos.
Para conhecer mais sobre a Faces Bilíngue, acesse: www.faces.net.br 
Colaboração: Assessoria
Imagem: Assessoria
Até a próxima!
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