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10 outubro, 2020


Qual deve ser o contato das crianças com o álcool em gel?

Com a pandemia do coronavírus o uso do álcool em gel se tornou um hábito comum na vida dos brasileiros. Utilizado para higienização e prevenção, ele está por todos os lados, seja em casa, na rua ou no trabalho. Sendo assim, é sempre bom lembrar que o álcool é uma substância química que deve ser tratada com cuidado, em especial quando exposta às crianças. 



Segundo a Nota Técnica 12/2020 da Anvisa, de janeiro a abril deste ano foram registrados 108 casos de intoxicação pelo produto, enquanto em 2019 foram registrados 17, e em 2018, 15 casos. Desses 108 casos, 88 deles envolveram o público infantil. Isso mostra o quão importante é nos atentarmos às crianças durante a aplicação, principalmente ao contato das mãozinhas dos pequenos com os olhos. 

O doutor André Borba, oftalmologista especialista em oculoplástica pela Universidade da Califórnia, alerta sobre os riscos do contato do álcool em gel com o globo ocular. “Por ser uma substância química, o álcool, independentemente de sua forma, causa queimaduras nas córneas quando em contato com os olhos. A gravidade das queimaduras varia de acordo com o grau de exposição, mas pode sim, em casos mais sérios, causar cegueira”, explica. Além disso, este tipo de lesão ocular é grave e deixa sequelas. “Muitas vezes há necessidade de tratamento clínico prolongado, ou até de uma cirurgia, como o transplante de córnea”, complementa. 

Aí vem a pergunta: como podemos nos prevenir de algo tão comum no nosso dia a dia? A principal dica é integrar ao cotidiano o hábito de lavar as mãos, já que o álcool em gel, de acordo com a OMS, deve ser usado como uma medida preventiva quando não se tem acesso a água e sabão. Para as crianças é muito mais indicado do que o produto químico, reduzindo os riscos de acidentes. Mas, no caso do uso do álcool em gel é sempre importante um responsável estar de olho e se atentar para que as mãos não sejam levadas ao rosto até que o produto esteja seco.

É importante existir diálogo com os pequenos. Explicar a situação que vivemos de uma forma didática e acessível à faixa etária, tem reflexos significativos. “Educar as crianças sobre a forma correta de lavar as mãos e se prevenir é tão importante para a redução de casos do vírus quanto os adultos. No caso de volta às aulas, como pode acontecer logo por exemplo, é essencial”, comenta Borba. “Vale lembrar também que se um acidente com o álcool em gel ocorrer, os olhos devem ser banhados com água em abundância e a criança deve ser levada imediatamente ao pronto atendimento de oftalmologia, para tratamento das lesões provocadas”, destaca o especialista.

Colaboração: Assessoria
Imagem: Assessoria

Até a próxima!
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23 julho, 2018


Acidentes domésticos com crianças!

Dados do Ministério da Saúde mostram que as lesões não intencionais (quedas, queimaduras, obstruções de vias aéreas etc.) são responsáveis por cerca de 5 mil mortes por ano e são consideradas a principal causa de morte entre crianças e adolescentes de até 14 anos.


Para o pediatra Werther Brunow de Carvalho, coordenador da Pediatria do Hospital Santa Catarina (SP), embora conceder atenção e acompanhar os pequenos durante 24 horas por dia seja impossível, é vital que os cuidados sejam redobrados neste período: “o tempo livre para brincar e o convívio com outras crianças desperta a criatividade e, com toda essa energia, os riscos de acidentes aumentam consideravelmente”, diz.

O médico destaca quatro situações de risco que estão no dia a dia de milhões de brasileiros:
Área de serviço = armadilha: embora pareça pouco perigoso, é na área de serviços das residências que estão grande parte dos riscos para os pequenos. Baldes com água, tanque, tomadas desencapadas e produtos químicos são responsáveis por grande parte dos acidentes com crianças de dois a quatro anos;


Cozinha é o local de risco para queimaduras: se adultos eventualmente se queimam nesta parte da casa, para os pequenos o risco é muito maior. Atenção redobrada ao utilizar o forno (que fica na altura dos olhos das crianças) e com panelas, frigideiras, cafeteiras e tudo que fica sobre o fogão. Utilizar as bocas de trás e manter o cabo dos utensílios para dentro, não para fora do eletrodoméstico, é um primeiro passo para atenuar eventuais problemas;
Fraturas/Aspiração de corpo estranho: o que, por vezes, parece um problema pontual, seja na mão, braço ou perna, pode se transformar em algo muito perigoso no caso da via aérea estar obstruída por aspiração de corpo estranho (nem sempre observado pelos pais ou cuidadores). É preciso, antes de tudo, verificar se a criança consegue falar ou chorar. Caso alguma dessas reações não seja evidente, é preciso agir imediatamente, antes de conceder atenção à fratura;
Exposição ao sol: por estarmos no inverno, muitos pais descuidam desta questão. É importante evitar o sol entre às 10h e 16h e sempre lembrar do protetor solar, independente de estar ou não na praia. Exposição ao sol e pouca ingestão de água ou suco pode desidratar a criança e aumentar o risco de diarreias, perda de sódio, potássio e outros importantes elementos do corpo.

Fonte: Revista News
Imagens: Revista News

Até a próxima!
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