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31 janeiro, 2019


Como os livros infantis podem ajudar na sala de aula?

As obras literárias exercem um papel importante no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. Além de contribuir para a competência leitora e o próprio hábito da leitura, os livros infantis desenvolvem a imaginação e a criatividade, trabalhando também as emoções e os sentimentos. A literatura contribui ainda para as capacidades de expressar, questionar, duvidar e discutir, permitindo a formação de uma criança crítica e reflexiva.



Na sala de aula, o uso da literatura ganha ainda mais destaque. Além dos benefícios já citados, os livros do gênero possibilitam que conteúdos de língua portuguesa, matemática, história, filosofia, sociologia, antropologia, ciências, arte, geografia sejam trabalhados de forma direta ou indireta, ajudando professor e aluno no processo de ensino-aprendizagem. Temas como cidadania, meio ambiente e diversidade cultural, por exemplo, que aparecem com frequência nessas obras, também podem ser explorados em sala de aula, contribuindo para formação de um cidadão ético, tolerante e consciente.

A seguir, veja algumas ideias de como usar esses valiosos recursos em sala.

Objeto disparador. Já pensou em usar um livro para apresentar um novo tema para a turma? Se a proposta é apresentar os meios de transporte, por exemplo, por que não usar um livro que permita conhecê-los e refletir sobre eles? O livro, nesse caso, se torna um objeto disparador, o ponto de partida para o desenvolvimento de conteúdos e atividades relacionados a um tema. Além de enriquecer o trabalho, a adoção de um livro para abordar um assunto favorece a interdisciplinaridade e é ainda mais motivador.

Apoio para lidar com sentimentos e emoções. Você está no período de adaptação e os alunos estão com dificuldade nesse processo? Você nota que alguns alunos estão com dificuldade para lidar com sentimentos, como a raiva ou o medo? Lançar mão de um livro sobre o tema pode ser de grande ajuda nessas situações. Por meio da história, a criança se identifica, consegue compreender seus sentimentos e emoções e aprende a lidar melhor com eles.

Apoio na resolução de conflitos. De repente, a turma começa a se desentender. Brigas, choros ou até situações de bullying começam a acontecer. Nesse momento, convidar a turma para ler um livro que trata do problema que está ocorrendo pode ser uma escolha muito positiva. Com esse recurso, as crianças conseguem se colocar no lugar do próximo, compreendendo melhor o outro e seus sentimentos. O livro abre a possibilidade para o diálogo, o entendimento da situação e a resolução.

Complemento de conteúdo. Você está trabalhando o meio rural e quer mostrar um pouco mais sobre esse ambiente? Está trabalhando os meios de comunicação e nota que os alunos ainda sentem dificuldade em imaginar como eles eram no passado? Os livros infantis podem ser ótimos aliados nessas e em outras situações. Eles podem ajudar no desenvolvimento do conteúdo, mostrando outros lugares, outros tempos e outras formas de pensar ou agir, ampliando o repertório da turma e valorizando a história e a cultura, por exemplo.

Viu só? Os livros infantis podem colaborar muito com suas aulas, fazendo com que elas sejam ainda mais lúdicas e enriquecedoras. Que tal, então, agora, pensar no livro que irá usar nas suas próximas aulas? Desejamos boa sorte e que sua escolha contribua muito com seu trabalho!

Fonte: Blog Carochinha Editora

Imagem: Freepik

Até a próxima!
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02 agosto, 2018


Dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula!

Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a dislexia é um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. Atualmente, o distúrbio atinge entre até 17% da população mundial. Indivíduos com dificuldades para ler, escrever ou soletrar devem buscar ajuda de um especialista para diagnosticar o distúrbio.



Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga, especialista em educação especial e em gestão escolar, explica que pessoas com esse problema não podem ser confundidas com pessoas preguiçosas ou desatentas. “O que acontece com a pessoa que tem dislexia é uma desordem das informações recebidas, que acabam inibindo o processo de entendimento das letras e interferindo na escrita e leitura”, detalha.

Segundo a psicopedagoga, os sintomas da dislexia variam de pessoa para pessoa e de acordo com o grau do distúrbio. “A criança com dislexia tem certa dificuldade em decodificar as letras. Os disléxicos não associam com facilidade símbolos gráficos e letras aos sons que representam”, complementa. Outro problema relacionado à dislexia é o seu próprio diagnóstico, já que ele só consegue ser feito após a alfabetização da criança, porém, Ana Regina lembra que a partir dos quatro anos a criança já pode dar alguns indícios de dificuldade.

Para chegar no diagnóstico são descartadas algumas possibilidades como a dificuldade ou deficiência visual e/ou educação inadequada. Após esse levantamento, inicia-se o tratamento, que geralmente acontece com a participação de uma equipe multidisciplinar com fonoaudiólogo, psicólogo e neurologista. Segundo Ana Regina a dislexia pode ser tratada e acompanhada e assim ser controlada de maneira eficaz já na infância, evitando que ela prejudique a vida adulta dos sujeitos em atendimento.

Ana Regina lembra ainda, que o professor também precisa estar atento às atitudes de seus alunos, contribuindo no que for necessário para sua melhora e durante seu tratamento. “O papel do professor é fundamental nesse momento, pois ele precisa estar atento às atitudes dos alunos e ao menor sinal de problema, isso deve ser repassado aos pais/responsáveis, para que essa criança possa ser encaminhada para o tratamento adequado e sem maiores prejuízos”, completa a especialista.

Fonte: Revista News
Imagem: Revista News

Até a próxima!
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